Batizado de potiguar

Litoral, Agreste,
Sertão, Nordeste,
Trairi, Tupi,
Seridó, Jiqui,
Mato grande, Poti,
Vale do Assu, Cariri,
Costa branca, Pirangi.

No pé de caju do cajueiro gigante,
Avistei o morro de ponta negra,
vi o camelo das areias de Genipabu,
e até cidade de Serra Negra.

Na Descansada de Barreta,
Conversei com a benzedeira dona tita,
Senti o cheiro do Sal de Macau
e ainda nadei na rica Santa Rita.

No sonho doméstico de São Paulo do Potengi,
Vi a negritude do petróleo mossoroense
o dorso do cabugi
e a Alegria do Norte-Riograndensse.

Ao chegar em Acari
misturei-me aos cordelistas de Caraúbas,
Conversei com jovens de Apodi
e fui à casa d`uma senhora de baraúnas.

Quando o último verso versou-se
falavam de macaíba
num tal de ferreiro torto
e de um mel vindo de Jandaíra.

Numa recente viagem feita,
passava em Taipu,
lá, lembrei-me de São Gonçalo do Amarante
daqueles acampamentos de Uruaçu.

Naquele berço cultural
filmaram pelejas de Ojuara
que muito me fez lembrar
de causos potiguara.

Lá no botequim que aparecia
tinha gente como nós
uns cantando repente
outros, comendo grude chegado de extremoz.

Sant`Ana, São João,
São Pedro, N. S. da Conceição
são Santos fortes
que mexem nosso coração.

No ropeiro, na parede ou estante
todos guardam ao menos um
é proteção de mão cheia
para guardar a vida de qualquer um.

Onde chego encontro
é em Afonso Bezerra e São Rafael,
tem em Lajes e Pedro Avelino
há também no Alto do Rodrigues e na Serra do Mel.

Pra lados do baixo assu
me contaram de touros
por lá, existe uma árvore do amor
que é melhor do que certos tesouros.

No voar da passarada em Japi
fiquei abasbacado, meio bebé,
foi naquela animação de revoada
que lembrei-me da eterna alegria de São Tomé.

Quando, do boi reis corri…
d`aquele de galinhos!
Fui parar em baixa do meio,
acabei encontrando uns amiguinhos.

Por lá, achei Pendências,
lugar formador de Dama.
Vi também, uns cabras da Caicó,
parecidos com os de Canguaretama.

É! Parece terem me batizado de potiguar
e de poti eu há de estar
pra que em todos os cantos eu possa falar
que tenho orgulho de 3 coisas:
da família, da PJMP e de ter sido batizado de potiguar.

Há! Acabei de passar por Natal pra poder aterrissar
na Parnamirim da vida, transformação e arte
encontrar com queridos companheiros
e celebrar o 8º Pastorarte.

Mário Gaudêncio (31 de julho de 2007 –
em comemoração ao VIII Pastorarte da PJMP da Arquidiocese de Natal-RN).

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