Cachaça dá versos

Aos Bubús.

Da cachaça de alambique
a wisk 12 anos
por aqui “todo o mundo” bebe
e se distancia dos planos
de rei, torna-se plebe

Há quem beba pra divertir-se
mas, também quem extrapole
talvez pra que sentisse
o poder de um porre
e que revelasse
ser gente que comove.

Muitos ficam alegres
outros, meio “burucuxu”.
Há quem desabroche
e quem fique sem nenhum tutu.
Uns, até ficam entorpe
e há quem fique nu.

Há “metidos” a beijoqueiros
e até aconselhadores.
Vê-se gente se transformar em fofoqueiros
e também em namoradores,
basta “tomar uma dose” daquelas que vem dos canavieiros
pra querer novos amores.

No meio de tudo isso, existem coisas bacanas
Basta ver as mentiras que aparecem,
nas mesas dos bares, de uns cabras bem sacanas,
contam estórias que beberrões não esquecem
e enganam até quem não tomam aquelas canas.

Nesta brincadeira de bebe-morar,
todos querem participar,
nada de tristeza,
temos que comemorar.
Afinal, beber é se lançar
num mundo mágico, de imaginar
alegria sem parar,
o que vale é bebe-morar.

Mário Gaudêncio (18 de junho de 2007).

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