Cavalo alado

Ao senhor “Campina”.

Nos lampejos do sertão “asertanejado”,
subi no meu cavalo alado,
saí da minha terrinha Seridó,
passei em Lages, no Trampolim da Vitória…
Meu objetivo era chegar na lua de São Jorge.

Meu cavalo é bonito, um pouco loiro,
um tanto rajado.
Tem a força de um touro,
coragem de onça pintada e alma de corsário grego,
igual a aqueles que tinha no passado, cultuado como ouro.

Sei que dizem por aí…
Olha, lá vem um “bangalô” sem dentes,
“manga curta”, sem estirpe, sabe como é!
mas é o meu cavalo alado, um cabra decente,
que por onde passa deixa todos de cabelo em pé.

É verdade que, vez ou outra,
ele ficava meio bisonho,
um pouco gerico,
mesmo assim,
era o meu querido quadrúpede fuxico.

Mário Gaudêncio (06/06/2007).

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