Do outro lado do rio…

No cosmos do rio pequeno veloz de hoje,
multiplicam-se as sucursais das casas de drink,
transmuta-se o modelo de transporte,
as crianças são lançadas na cenografia dos faroestes
as famílias são motivadas a viverem em redomas familiares
e em guetos da inacessibilidade.

Apareceram monumentos faraônicos,
onde, no fim do túnel, vejo escuros sonhos juvenis.
Por aqui, até se dorme em berço esplêndido,
vendo um cajueiro oportuno
para uma massa desconhecedora, de que ele é seu.

O interessante,
é que todos alunos egressos da escola pública
que é privada de acesso,
estão cursando Direito e Medicina na Federal.

Vê-se inclusive,
que toda a periferia
tem acompanhado
os pronunciamentos do Estado, sobre:
o que é menos ruim para o povão!

Isso tem até impulsionado
o surgimento de novos conglomerados de cultos
pelas vielas, ruas e avenidas.
Pois, ao conquistar “tanta coisa boa”,
só agradecendo aos deuses, sejam lá quem forem.

Mário Gaudêncio (08/06/2007).

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