Vestibular: direito x acesso

Neste solo de mãe gentil.
Fulguras um Brasil de terna e madura virtude,
que materializa um sonhar regado
a uma utópica prática do sucesso pleno.

Na sinergia de ganhar ou perder,
torna-se cada vez mais necessária
e oportuna a penetrabilidade de poder romper o lacre
da meritocracia para um ambiente tipicamente juvenil.

Brindar o fim,
pode significar o início de tornar possível e imaginável
construir uma fortuita fortuna de conhecimento e saber.

O cotidiano tem apresentado
um cenário de eterna disputabilidade.

Para os “prevenidos” economicamente,
festas e perucas.
Aos que margeiam a uma sociedade do lucro
e minimamente transladam a fábula do ser universitário,
tristezas e esquecimentos.

Entre métodos e planos de um Estado burocrata,
faltam “cadeiras” públicas e de qualidade.
Precavidamente,
sobram “bancos superiores”
de privadas formas de vender educação.

De que vale sonhar,
se há um gueto intelectual
que na prática tem viabilizado
um reducionismo de provável êxito ao meio popular?

Conquanto,
é oportuno sonhar
e que seja mantida viva
a chama da capacidade humana
de sobrepor e superar-se
em todas as formas
de barreiras de inacessibilidade.

Mário Gaudêncio (25 de novembro de 2007).

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