Cai à chuva, desaba Mossoró

Chuva que cai em Mossoró,
é torrencial.
Um toró,
infinitamente descomunal.

A realidade da terra do sol e do sal
Deixa de ser incandescente
A mente, de quente
a uma opacidade estridente.

Névoa, cegueira e buracos.
Presenciamos uma insanidade aquática,
amarga que deixa a cidade aos trapos.

Se chuva é entendida como benção,
Em Mossoró é concebida como maldição,
Os governantes delas não gostam, fica a destruição.

Mário Gaudêncio e Hiara Câmara
Lampejos tardios de um inverno invisível.
Mossoró, 20 de abril de 2013.

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