Celeuma eleitoral

Por Mário Gaudêncio

Vivemos uma celeuma eleitoral. Por quê? Influenciados por uma crise mundial provocada pelos Estados Unidos e aprofundada por toda Europa, o Brasil, não ilhado de todo este processo, também sofre intensamente com a instabilidade política e econômica instaurada na comunidade global.

Para um país democraticamente “forte” e institucionalmente “representativo” seria o momento de situação e oposição discutirem e provocarem uma via comum que planejasse estrategicamente o Brasil em tempos de crise para que, em longo prazo, os seus 200 milhões de habitantes não sofressem com os efeitos conjunturais de uma macroestrutura política, econômica e social.

O que vemos na verdade é um cenário de toma lá dá cá, que não privilegia as massas, pelo contrário, deixa-as mais fragilizadas. Em nome do partidarismo de conveniência e da fisiologia política, o que temos em mãos é o aprofundamento de práticas que afastam o Povo do Poder e as Reformas do Povo, que quando as têm e são feitas, escutando ou não o Povo, surgem os partidários do contra, afirmando que não é bom, não presta, não serve ou não representa. Por quê?

Quem deve avaliar o benefício de uma obra, por exemplo, é o Povo ou os grupos de interesse que foram ou não beneficiadas com a mesma? A quem interessa um Estado cujos índices de analfabetismo, violência e desemprego, por exemplo, são altos? Se for o contrário, quem seria beneficiado se tivéssemos um País polido e com taxas pequenas de desigualdade social?

É notório que querermos um País que tenha o rosto de todos/as, mas é ainda mais significante visualizar que na maioria dos casos a luta se dá essencialmente pela busca da satisfação pessoal, fazendo do outro, do coletivo, algo pouco importante.

Não dá para pensar o País do futuro, sem antes pensarmos no País do presente, onde as discrepâncias entre ricos e pobres sejam minimizadas dia a dia. Ter um Estado desenvolvido é simplesmente favorecer os Direitos Fundamentais que, na maioria das vezes, são negados ou esquecidos.

Este processo eleitoral precisa favorecer e valorizar a memória do seu Povo, que cotidianamente tem sido forjado a duras penas e sem a possibilidade de interlocução. O Feijão do outro sempre será melhor, pois o meu, quando tenho, não tem sal, que para dar gosto coloco açúcar. O mesmo açúcar que provo e que remete ao açúcar que adoçará a minha vida e me fará sonhar por dias melhores, de preferência com sal no feijão e açúcar na vida.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s