História Econômica do Brasil – Dica de leitura

PRADO JÚNIOR, Caio Prado. História econômica do Brasil. 43. ed. São Paulo: Brasiliense, 2012.

Por Mário Gaudêncio

Apresenta uma reflexão profunda sobre a formação da história do Brasil sob as influências europeias, construído em contexto de larga exploração, seja qual o ponto de vista da investigação. Utiliza como concepção metodológica e filosófica de escrita e análise, o “materialismo histórico e dialético”, caminho viável para entender criticamente um Brasil submisso e despreparado a modelo de produção que transitava entre o mercantilismo marítimo e um liberalismo capitalista desigual onde era potencializada uma sociedade que favorecia apenas a coroa e seus representantes legais.

Traz como eixos centrais de reflexão:

1 O Meio geográfico
2 Caráter inicial e geral da formação econômica brasileira
3 Primeiras atividades: a extração do pau-brasil
4 Início da agricultura
5 Atividades acessórias
6 Novo sistema político e administração na colônia
7 A Mineração e a ocupação do centro-sul
8 A Pecuária e o progresso do povoamento no nordeste
9 A colonização do vale amazônico e a colheita florestal
10 Renascimento da agricultura
11 Incorporação do Rio Grande do Sul – estabelecimento da pecuária
12 Súmula geral econômica no fim da era colonial
13 Libertação econômica
14 Efeitos da libertação
15 Crise do regime servil e abolição do tráfico
16 Evolução agrícola
17 Novo equilíbrio econômico
18 A Decadência do trabalho servil e sua abolição
19 Imigração e colonização
20 Síntese da evolução econômico do império
21 Apogeu de um sistema
22 A crise de transição
23 Expansão e crise da produção agrária
24 A Industrialização
25 O Imperialismo
26 A crise de um sistema
27 A crise em marcha

Neste contexto, esta obra se faz de extrema relevância para o cidadão brasileiro que quer entender, não apenas um país colonial, mas também um Brasil atual, especialmente, se quiser abrir mão de “opiniões rasas” da democracia brasileira em vigência e ter a pretensão de fazer análises coerentes da nossa sociedade, que por sinal, tem sido construída a “duras penas” e marcada por “oceanos de sangue”.

Assim entendendo este contexto de mutação histórica, se faz necessário “navegar” nesta leitura de construção pedagógica, seja qualquer o profissional e sua área de atuação.

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