O efeito das nossas escolhas

Ao abrir espaço para esta discussão, logo percebemos que existem uma série de questões que podem fundamentar este tema. Dentre elas se faz necessário observar um aspecto indiciário:

O que ganhamos e perdemos a partir do momento que fazemos escolhas?

Minha possível resposta forjada ao longo de minha trajetória iniciará a partir do conceito clássico de Política, que se bem empregado e compreendido pode ser entendido como:

Política: A Arte da busca pelo bem comum.

São condicionantes sociais entrelaçadas ou imbricadas ao processo de construção e formação de um povo ou grupo. Neste sentido, toda a nossa vida passa obrigatoriamente por amplo processo decisório, seja em casa, na escola, universidade, templo (em todas as dimensões e formas de culto), trabalho, partido político, etc.

De maneira consciente, inconsciente ou intuitiva, ao longo na vida temos constantemente escolhido e elegido pessoas. Isso ocorre em um relacionamento afetivo, organizacional ou ao que refere a soberania nacional.

Quando estas escolhas se dão de forma lúcida, o amango é massageado e a natureza quanto ao processo de participação parece ter um valor simbólico maior. Contraditoriamente, quando ocorre um relaxamento quanto ao processo de escolha, o agente social encara este momento como um ambiente oportuno para o seu relaxamento ético ao processo de escola. Dicotomicamente se coloca na condição de ser liberto quanto à prática social.

Da mesma forma que um relacionamento afetivo ocorre carregado de afinidades ideológicas, isso também se dá por meio da escolha de um representante partidário e da sua concepção ideológica, forjada essencialmente suas escolhas e concepções sociais, educacionais, ambientais, culturais e de sua posição política, tenha ela vertente conservadora ou progressista.

As afinidades afetivas e ideológicas estão para o namoro, assim como estão para política.

É imperativo ser prudente e disciplinado nesse processo de leitura, reflexão e escolhida nesta dinâmica tênue nesta perspectiva de construir algo que seja significante à coletividade.

É bem verdade que temos o poder transformador de construir o novo, porém, esta novidade é imbuída de comprometimento coletivo, responsabilidade social, ética pessoal, maturidade ideológica e permanente diálogo pluralista.

Construir o novo não significa necessariamente romper com avanços vigentes, mais aprofundá-los na perspectivas que mais atores ajudem-a avaliar, construir, fortalecer e a possibilitar cada vez mais redução de incertezas e valorização da pessoa humana.

Desta maneira, o processo de escolha em nossa vivência pode funcionar como uma colcha de retalhos ou uma rede conexões. Tudo está interligado e subitamente a nossa posição influenciará positiva ou negativamente a nossa vida e o cotidiano das pessoas que nos cercam.

Vamos refletir as nossas escolhas simbolicamente como uma bomba atômica! Os seus efeitos serão devastadores, seja pela ótica do opressor ou oprimido, pela visão do vencedor ou do vencido.

Se avançarmos este olhar na perspectiva do empoderamento relacionado a memória coletiva, uma simples escolha poderá levar um grupo social em detrimento de outros, a sua vociferação, anarquia ou até mesmo ao seu silenciamento.

É neste contexto que a escolha exorta o tempo enquanto prática de avaliação (ontem), definição (hoje) e acompanhamento (amanhã). Não é tarefa fácil, mas extremamente necessária. Por isso, não é possível terceirizar, tão pouco delegar a outros responsabilidades que são exclusivamente suas.

Assim, escolha com vistas ao bem comum, pois você não é uma ilha e as suas vontades pessoais ou personalísticas devem ficar em segundo plano, pois escolher é sinônimo de doação, compartilhamento, comunidade, diversidade, respeito e amor ao próximo.

Sua escolha poderá produzir um cenário de catástrofe ou de bem estar social. Tudo depende da sua escolha!

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